O desenho e a dança
- Nati Sampaio

- há 1 dia
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Todos os anos, após o nosso Sarau de Contos e Danças, convido as crianças a fazer o desenho da dança que mais gostaram da apresentação. A escolha é livre: não precisa ser, necessariamente, a dança que realizaram.
Cada criança decide, a partir do que mais a tocou, o que deseja registrar no papel.


O que mais impressiona nesse processo é a riqueza de detalhes que aparece nos desenhos. Gestos, figurinos, cores, posições e luzes aparecem com clareza, mostrando o quanto a experiência vivida foi significativa para elas.
Aqui, compartilho alguns desses desenhos e as fotos das cenas correspondentes. Importante: as crianças não viram as fotos antes do desenho.


A semelhança entre a imagem real e o que foi desenhado não é fruto de cópia visual, mas da memória construída a partir da experiência que tiveram.
Ao desenhar, a criança revisita aquilo que viveu, seleciona o que foi significativo e transforma a experiência em símbolo.
A proximidade entre a cena real e o desenho criado não está na busca por fidelidade de representação, mas sim, na força da experiência.


Cada traço revela o que ficou armazenado.
Pela beleza dos traços, expressões, cores e elementos, podemos fazer uma leitura do que foi importante para aquela criança. E eu todos os anos fico encantada com esse exercício!





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